Você
estava mais alto do que eu me lembrava. Um pouco mais magro também.
Teus
olhos continuam os mesmos: risonhos, brincalhões, distraídos... Teu sorriso
ainda é o mesmo também, todo cheio de encanto!
O
boné, virado pra trás, soou como novidade aos meus olhos, mas eu até que
gostei. Tua postura, desenvolta, despreocupada, completamente relaxada também
me pareceram novas; e eu devo dizer, querido, ela te cai muito bem!
Te
vi ontem e bateu uma saudade de todos os beijos que eu não te dei, de todos os
abraços que não abracei, de todos os carinhos que não entreguei...
Te
vi ontem e senti aquele velho aperto no peito. É, aquele que diz “poderia ser,
mas não é”, sabe?
Te
vi ontem e me senti tentado a dar um “oi”, só pra você lembrar que eu já existi
e te fazer sentir a mesma coisa que senti ao te ver, porque sei que tu
também ficaria balançado.
Te
vi ontem. Mas acabei decidindo que era melhor não incomodar, resolvi que o
melhor mesmo era sair pela tangente e acreditar que eu te vi ontem, mas você
não me viu.
Te
vi ontem e... Maldição!