(Uma história de 5 garotos cheios de sorte sob um só nome)
Nosso
querido amigo Jack despertou na manhã daquela sexta-feira ensolarada de chuva,
bem como fazia em toda manhã nublada de sol, saltou da cama com seus dois pés
esquerdos, afinal, preferia não confiar nessa tal sorte que algumas pessoas por
aí alegam fortemente existir e acabar começando o dia com o pé errado, não é
mesmo?
Saiu
do quarto em direção ao banheiro. Claro, não sem antes bater o dedinho do pé na
quina da porta e derrubar uma dezena de coisas na prateleira que usou para se
apoiar enquanto curtia aquela dor maravilhosa.
Após
o relaxante banho de 2 minutos – sim, 2 minutos. A água havia acabado. -, Jack
se dirigiu de forma alegre à cozinha, para tomar seu café da manhã. O básico de
todas as manhãs, fossem elas chuvosas ou ensolaradas: dois pães com manteiga e
uma xícara com café pelando de quente. Nada de frutas, sucos, ou qualquer outra
coisa. Aquilo já estava de muito bom tamanho para ele.
Quando
foi retirar o pão da mesa, Jack acabou derrubando o prato onde os pães estavam
e eles caíram no chão. O primeiro, caiu com a parte da manteiga virada para
baixo. Menos um, pensou. O segundo,
nosso querido amigo pode observar acenando discretamente para ele ao partir
entre as mandíbulas de seu amado cachorro, Zero. Ah, e não vamos esquecer dos
cortes em um de seus pés esquerdos e nas mãos ao retirar os cacos de vidro do
prato que havia quebrado do chão.
Ao menos ainda tenho o café, pensou
animado. E foi animado que Jack recebeu, após de alguma maneira a alça da
xícara quebrar, aquele café pelando de quente sobre o colo, manchando assim a
calça branca que havia escolhido para usar e provavelmente lhe presenteando com
uma queimadura de uns quantos graus.
Porém,
ele não ligou para essas coisas bobas de cada dia, então se dirigiu à parada de
ônibus. Ao chegar lá, notou que havia esquecido a carteira em casa e teve que
voltar, mas não sem antes notar que havia perdido o ônibus. Ele pegou a
carteira em casa e se dirigiu novamente em direção à parada de ônibus, apenas
para ver que havia perdido mais um ônibus e tomar um refrescante banho de uma
chuva deliciosa que começara a cair de forma impiedosa.
Dentro
do ônibus, a mochila de Jack abriu, espalhando suas coisas pelo chão do
coletivo. No trabalho, Jack perdeu certa quantia de dinheiro. Na universidade,
Jack pode ver a garota que amava aos beijos e amassos calientes com seu melhor
amigo. No ônibus, voltando para casa, seus fones de ouvido resolveram parar de
funcionar e ele teve que seguir viagem ouvindo aquela música incrível que tanto
amava chamada “Techno melody” – a qual ele não entendia o motivo de as pessoas
ouvirem por aí, estando fora de uma festa.
Mas,
meus caros, nada disso foi capaz de abalar nosso querido amigo. Não, Jack não!
Coisas banais como essas acontecem todos os dias, com qualquer um e ele era
Jack, o afortunado!
